Desvaneando a aliança do meu vô
Sempre quando encontro meu vô, involuntariamente dou aquela checada na aliança dele. Cara, vocês não sabem a sensação de ver aquilo: uma coisa larga e brilhante que desde que me conheci por gente e me permitir observar está naquele mesmo lugar, e já estava ali por muitos anos. Parece tatuada, perdida e bem achada naquela mão vivida, cabeluda, de pelo lisinho e esbranquiçado, de pele não mais tão firme quanto costumava ser... Quando meu avô percebe que ela é observada ou em alguma circunstância ela entra em pauta, se apressa em regozijar: para tirar aqui só cerrando ! - O riso do meu avô é doce e encantador, nada parecido com aqueles velhinhos carrancudos. Seu riso é realmente um vislumbre quanto descoberto por baixo daquele bigode sempre bem feito e que causa leve movimentação naqueles cabelos escorridos, sempre ajeitado no gel, e que tem um pente a seus dispor ao alcance do bolso da camisa. E eu só consigo fazer ideia do quanto soa vitorioso terem chegado até ali, com um...