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Realização de sonhos

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Hoje estou com o diploma de bacharel nas mãos e, caraaaaaaaaaaaaca... esse papel leve aqui - isso é só um papel! - só me faz sentir uma espécie de, vejamos, peso?! É, peso. É como a pegadinha em que se termina um batalha mas a guerra continua, ha há! E é bem isso. - Oi mundo?! E eu que vá procurar o lugar para mim.  Eu devia me repreender e possivelmente seja isso que irei enfrentar, porque... isso pode parecer uma espécie de ingratidão com meus pais que investiram no meu "sonho", com Deus que me proporcionou condições de "realizá-lo", com o governo-que-não-fez-mais-que-a-obrigação me proporcionando um ensino qualificado para esse "avanço" e até com meus esforços, com a profissão e tudo mais, mas... Pois é, talvez para alguns, provavelmente os que decidiram a profissão desejada logo na infância, ter um diploma em mãos seja mais que apenas a conclusão de um processo do ensino. Seja a realização de um sonho, não só individual como de toda famíli...

Para fins, meios e desvaneio

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Fins sempre parecem percursos velozes e inacabados. Dá pra saber quando começa - o frio na barriga dá ânsia e pressa -, mas o meio nunca avisa quando apertar o freio - fica o choque pra recheio. Restam faltas... Falta visitar a cidade de formatura e talvez até a natal. Falta fazer compras e dar presentes por lembrança não proposital. Falta dividir um sorvete e colocar enfeites numa noite fatal. Falta conhece a prima bebê ou aquela que ainda vai nascer. Falta ir numa festa, o show talvez seresta, pagode em boate, acústico em bar, nenhum vai notar. Falta fazer aquela viagem, de mãos dadas, juntar as margens. Falta a paixão dos dias, piadas, alegrias e... ser romântico, por todo Atlântico, se divertir à dois com bobagens. Falta dançar Zouk e perturbar domingo de manhã, talvez o dia inteiro. Faltam fotos no álbum que nunca vai ter um novo janeiro. Não falta calor mas falta no chuveiro. Faltam fatos pra apurar, amigos pra cuidar, livros pra buscar, detalhes pra retirar, respost...

O que quero fazer caso envelheça...

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“Quando tiver velha, quem vai cuidar?” – essa é uma pergunta típica para quem não pretende ter filhos. Mas convenhamos, que questãozinha subjetiva até mesmo pra quem quer, viu?! Quantos idosos têm filho que, pela correria da rotina - inclusive na obtenção de recursos para ajudar no sustento dos pais -, não tem tempo disponível para dedicar-se ao cuidado necessários, recorrendo a terceiros?! E quantos pais na melhor idade se recusam a ‘dar trabalho’ na casa dos filhos ou aceitar uma ‘babá’ em casa a menos que estejam de cama?! E quantos filhos morrem antes de seus pais numa ordem inversa do ciclo de vida?! “Eu pretendo fazer minha previdência” às vezes é uma resposta que choca, mas... vejo meu avô triste, sem ter a mesma autonomia que tinha para sair, espairecer. Acredito que ele ficaria mais feliz num lugar onde pudesse compartilhar experiências com pessoas da mesma faixa etária. Seria uma boa distração, caso a ideologia da sociedade em que cresceu não fizesse de asilos um ...

Aos casais espalhafatosos, a compreensão!

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Sabe aqueles casais espalhafatosos? Não sei se essa é a melhor definição, mas é assim que os vejo quando enchem de declarações fofas, criativas, apaixonadas e PÚBLICAS o meu mundo - digo, timeline e afins.  Eu sempre tive ( a sorte)  contato com muito casal "melação", daquele tipinho que você não somente se sente vela, mas se incomoda por sobrar. Tá que é uma opção minha sair ou não com essas companhias, no entanto, quando algumas declarações me alcançam como um tabefe, eu arriscava um "arg! E o que me importa se vocês se combinam e estão super-mega-ultra felizes e satisfeitos por terem se encontrado e se esforçado para dar certo?". A tentativa era abstrair a pergunta instantânea que o coração faz -  quando será minha vez? -  seguida do desejo  "quero com juros e taxas de romantismo hollywoodiano, porque sim!" .  Não é "dando ousadia", nem desvalorizando a privacidade que sempre simpatizei... mas, analisando discretamente todos os ca...

A simples complexidade do amor

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Quando você só precisa de alguém pela companhia, parece simples, mas não é: é amor!  Só que companhias são momentâneas, umas podem perder a graça e outras tornarem-se atrativas. Em algumas companhias o tempo interfere, outras, perdem a prioridade. E aí, o que pode ser um paraíso recíproco e privado à dois, passa a ser um inferno fracassado e também privado, só que solitário. Aí está a complexidade do amor, tentar equilibrar o fato de a vida ser muito dura para viver só, mas também ser muito boa para viver só.  Saber que amor é algo mais que o número maior de afinidades compatíveis ou agrados românticos com finalidades sexuais, em detrimento do que é pouco relevante e, mesmo assim, fazem a companhia de alguém ser insubstituível.  Amor é quando você reconhece que existem várias pessoas com quem você poderia determinar uma relação de respeito, mas escolhe alguém para torná-la duradoura. É aquele estado em que, mesmo que seu companheiro perca a memória, v...

A humildade dos novos relacionamentos

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Já abandonei pessoas que não queriam que eu fosse e fui abandonada por quem implorei que ficasse. Depois de cada fim e como benefício para entrar em novas aventuras emocionais, cresce a humildade. Humildade de saber que durabilidade é uma questão que não depende só de nós, porque, por mais fiéis que sejamos, somos vulneráveis ao abandono contra vontade. Ainda é a humildade que faz as relações durarem por mais tempo, baseadas no reconhecimento de erros, nos pedidos de perdão, no ceder, no relevar, no se dobrar...mas ainda a humildade não é capaz de realizar a perpetuação daquilo que continua a ser um risco emocional com consequências gigantescas. Os laços baseados em sentimentos são frágeis, porque a humanidade é fraca o suficiente para descumprir promessas, medrosa para se responsabilizar pelos sentimentos do outro se os seus podem voltar atrás. E aí, a gente faz uma oração a cada dia e parte, não para uma guerra, nem para o mar, mas para um relacionamento. Prim...

Respeito e estabilidade na vida das crianças

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"O que você tá fazendo aqui?", perguntei para uma gatinha de 5 anos que esperava vibrante na portaria do condomínio. "Esperando a 'mãe 2' da Talia me buscar", ela respondeu. Embora já pudesse imaginar, tirei teima: "Mãe dois?". Com toda naturalidade do mundo a Bia respondeu: "é, a Talia tem duas mães". Achei aquilo legal pra caramba, sabe?! Porque as crianças apenas compreendem o amor e cuidado, enquanto muito se discute sobre kits escolares, informação apta para faixa etária infantil, datas comemorativas para pai-mãe ser trocada pelo dia da família - que abarca não somente as crianças adotadas por casais homossexuais, mas também àquelas que, por algum motivo, não tem pai e/ou mãe, ou foi criada por outro grau de vínculo familiar. A Bia poderia enxergar a Talia como um E.T., se a professora não comunicasse normalmente que na família da Talia existem duas mães, ao invés de pai e mãe. A Bia poderia enxergar a Talia como um E.T....